← Voltar ao blog
Retrato de Marcos Arthur
Marcos Arthur, colunista do KG Club

Negócios e relações

O valor de estar na sala certa

Você pode ser a pessoa mais preparada da sala. Mas, se estiver sempre nas salas erradas, talvez nunca descubra até onde poderia chegar.

Por Marcos Arthur3 min de leitura

Você pode ser a pessoa mais preparada da sala. Mas, se estiver sempre nas salas erradas, talvez nunca descubra até onde poderia chegar.

Trabalhar duro, estudar e ter disciplina são condições fundamentais para alcançar o sucesso. Mas existe um fator que muita gente subestima: o ambiente em que escolhemos estar.

Ao longo da minha trajetória como empresário, percebi que algumas das maiores oportunidades não surgiram de uma estratégia comercial, mas de uma conversa, de uma apresentação ou de um relacionamento construído sem qualquer interesse imediato.

Estar na sala certa não significa frequentar ambientes luxuosos, conhecer pessoas famosas ou colecionar contatos de empresários bem-sucedidos.

Significa estar próximo de pessoas que ampliam sua visão de mundo, desafiam suas certezas e fazem você perceber que aquilo que parecia impossível talvez seja apenas algo que você ainda não aprendeu a fazer.

O seu ambiente influencia o tamanho das suas ambições.

Imagine um empresário que fatura R$ 1 milhão por ano e acredita estar próximo do seu limite. Agora imagine esse mesmo empresário sentado à mesa com outros que movimentam R$ 10 milhões, R$ 50 milhões ou R$ 100 milhões.

Ele pode sair daquela conversa sem um novo cliente ou contrato assinado, mas com algo muito mais valioso: uma nova referência do que é possível construir.

Muitas vezes, é essa mudança de perspectiva que antecede uma grande transformação.

Existe uma diferença entre aprender algo em um livro e ouvir de alguém que já enfrentou o problema, tomou decisões difíceis, errou e encontrou um caminho.

O conhecimento encurta distâncias. A experiência compartilhada pode encurtar anos.

Mas existe uma questão importante: não basta entrar na sala certa. Você precisa ter algo a oferecer.

Relacionamentos relevantes não são construídos apenas perguntando o que o outro pode fazer por você.

São construídos com confiança, generosidade, consistência e interesse genuíno pelas pessoas.

Já vi conexões se transformarem em negócios, parcerias e amizades justamente porque começaram sem a obrigação de produzir algum resultado.

É por isso que valorizo tanto as comunidades empresariais. Quando pessoas com valores semelhantes, experiências diferentes e ambições compatíveis se encontram, o ambiente passa a produzir oportunidades que dificilmente surgiriam de maneira isolada.

O próximo nível da sua vida pode não depender de trabalhar mais horas, mas de começar a participar de conversas diferentes.

Competência, execução e disciplina continuam sendo indispensáveis. Mas estar próximo das pessoas certas acelera aprendizados, amplia oportunidades e eleva o nível das suas decisões.

No final, o verdadeiro valor de estar na sala certa não está apenas nas portas que ela pode abrir.

Está na pessoa que você precisa se tornar para continuar pertencendo àquela sala.

Marcos ArthurSócio-fundador da Lufema Consórcios & Investimentos. Empresário e especialista em planejamento financeiro, alavancagem e construção patrimonial.